Jardim Solar Energias Renováveis - Mais barata e eficiente, energia fotovoltaica entra de vez nos planos de grandes e pequenos

Mais barata e eficiente, energia fotovoltaica entra de vez nos planos de grandes e pequenos


12/07/2018 Jardim Solar Energias Renováveis

Encarada durante anos como geração complementar e oportunidade de marketing verde, a energia solar já está no centro do plano de negócios de grandes fornecedoras e distribuidoras de energia. E não só de usinas vive o setor.  Acionados por financiamentos com juros até um décimo dos de mercado, o azul neon dos paineis fotovoltaicos também se espalha pelos telhados das casas brasileiras, incrementando a participação da micro-geração no setor, hoje 17% do total. Os movimentos dos grandes e pequenos fizeram a capacidade instalada do setor crescer 33% só nos primeiros cinco meses de 2018, alcançando 1,571 GW em maio. Até o final do ano, a Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR) prevê que o setor alcance os 2,4 GW, aumento anual de 103%. As usinas nucleares Angra I e II têm capacidade instalada de 2 GW.

 

Embora encham os olhos, essas taxas de crescimento se devem à pequena base de comparação. Em número absolutos, a energia solar ainda engatinha e representa 0,75% da matriz energética do Brasil. De acordo com estimativas conservadoras, porém, essa participação deve chegar a 10% em 2030.

 

O biênio 2017-2018 tem sido fundamental porque marca o início das operações de projetos vencedores nos três leilões de energia de 2014, que contemplaram o setor. Ainda houve uma licitação no fim de 2017 e agora, em abril, o que levou o total de energia contratada para 4,5 GW. Isso garantirá o bom ritmo de crescimento do setor.

 

No último leilão, os projetos solares responderam por quase 80% da energia negociada e saíram a preços supercompetitivos na faixa de R$ 118 por megawatt-hora, R$ 25 a menos do que os preços da rodada de cinco meses antes. Há quatro anos, o preço médio negociado foi de R$ 215,12/MWh. A baixa dos custos, que permite ao setor competir até com as hidrelétricas, denota o barateamento e o ganho de eficiência da  tecnologia. Essa competitividade acendeu a luz de alerta no mercado.

 

Gigantes, como a estatal italiana Enel e até petroleiras como a norueguesa Equinor (ex-Statoil) e a francesa Total Eren não param de fazer investimentos em fontes alternativas de energia, que inclui a eólica.

 

Há cinco dias, o Cade permitiu que os franceses comprassem os parques solares Dracena I, Dracena II e Dracena IV, em São Paulo, da espanhola Cobra. Com a incorporação das usinas, ainda em construção, a empresa chegará a uma produção solar de 150 MW. Hoje opera 40 MW.

 

 

Brasil x mundo 

O Brasil está no rol dos 30 países com mais de 1 GW  de capacidade fotovoltaica. Foi o 10º que mais instalou em 2017 (0,9 GW). A produção representa cerca de 3% de toda a energia solar do mundo, bem atrás de Turquia e Índia, a terceira potência solar do mundo, que dobrou a produção no ano passado, chegando a 18,3 GW. Os turcos triplicaram seu parque solar subitamente, com o incremento de 2,6 GW em um único ano. Até janeiro, a China, líder em energia solar, tinha 131 GW instalados, seguida dos Estados Unidos, com 51 GW.

 

Fonte: Jornal do Brasil

 

 




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